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Os poemas de Norma falam da vida, falam da família, de amor, de sentimentalidades. Trata-se de uma poetisa até então inédita ao leitor, que dedicou parte desses anos a construir imagens, unir palavras, buscar saídas e, sobretudo, unir ideias.
O poeta é aquele que compreende o pensamento, dialoga com os sentimentos e através dele lapida as emoções de modo a revelá-las no branco de um papel; o poeta é aquele que não se diz poeta, que brinca de poesia, que não mata a criança dentro de si em hipótese alguma, o poeta é aquele que sonha e que mostra ao outro que é possível sonhar.
Sem dúvida Norma é poeta, uma boa poeta, poetisa, poeteira, como ela mesmo diz para seus amigos e familiares. Poeteira, porque diz poesia e brincadeira. Mas a poesia é isso: o brilho do olhar da criança, que traz em si a poesia e a brincadeira.
Norma Righi
NORMA RIGHI nasceu em Avaré em 13 de junho de 1931.
Desde sua juventude esteve envolvida no meio artístico avareense. Durante 50 anos foi professora de piano e educação musical.
Lecionou música nas escolas de Avaré e Itaí. Formou-se pelo conservatório de Ourinhos, e por sua orientação muitas crianças e adultos puderam realizar seus sonhos musicais. Começou a escrever poesia brincando, na forma de trovas, e nela descreve também a sua infância, suas historias engraçadas, seus sentimentos e indignações diante dos fatos que vivenciou ou vivencia.
Em 2011 completou seus 80 anos e marca este momento de sua vida com o lançamento dessa obra.